terça-feira, 5 de abril de 2016

Dengue, zika e gripe A afetam doação de sangue em São Paulo

Fundação pede que população volte a doar sangue | André Porto/Metro


Fundação pede que população volte a doar sangue | André Porto/Metro

Com estoques de sangue dos tipos O-, O+ e B- em níveis considerados críticos –quase zerados–, a Fundação Pró-Sangue está em alerta. Além da baixa das doações, ter dengue, zika, chikungunya ou gripe A, doenças que estão no foco da saúde pública, impede que a doação seja feita por seis meses.

Outro alerta, esse decorrente da busca por uma vacina contra a gripe: quem toma a dose precisa esperar dois dias para fazer a doação.

E a fundação aponta outro motivo: a crise econômica, sim, ela mesma. “As pessoas ficam com receio de doar sangue e faltar no trabalho, com medo de serem demitidas. Por isso têm evitado vir”, disse a doutora Helena Sabino, do Hemocentro.

“O normal é que muitas pessoas doem sangue no sábado para evitar ter de entregar um atestado”, completou.

Campanha

As vacinas contra a gripe serão aplicadas nesta semana em São Paulo somente aos profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à gripe, e não para toda a categoria.

Foi o que explicou à BandNews FM a diretora de imunização da Secretaria da Saúde de São Paulo, doutora Helena Sato, que disse que não existe razão para correria.

Segundo ela, o profissional de saúde que não for imunizado até sexta-feira vai receber a vacina na semana que vem.

Vacina antidengue reduziria casos em 81%

A implantação de programa nacional de vacinação contra a dengue na população entre 9 e 40 anos poderia reduzir em 81% os registros da doença nos próximos cinco anos.

Os dados foram apresentados pelo laboratório Sanofi Pasteur, produtor da única vacina no mundo. Eles são baseados em estudos realizados pelo pesquisador da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Denizar Vianna Araújo.

A droga foi aprovada no ano passado pela Anvisa e aguarda resolução sobre o preço autorizado das doses. A expectativa é que o medicamento chegue ao mercado privado neste semestre. A adoção nos postos públicos de saúde ainda é negociada com o governo federal.

A pesquisa indica que campanha com pessoas de 9 a 16 anos reduziria em 50% o número de infectados em cinco anos. “É provável que o ministério diga que não consegue vacinar toda a população de até 40 anos. Pelo estudo, imunizar o público entre 9 e 16 anos seria o ponto ideal,  porque vamos obter grande benefício minimizando impacto orçamentário”, disse Araújo.

Esse público sugerido representa cerca de 36 milhões de pessoas. A vacina precisa ser tomada em três doses, com seis meses de intervalo entre uma e outra, o que tornaria necessário comprar cerca de 100 milhões de doses. 

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