sábado, 9 de abril de 2016

Saiba o que é Linfoma


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Linfoma é um câncer (tumor maligno) que tem origem no sistema linfático, uma rede complexa de tubos (vasos linfáticos), nódulos (ou linfonodos) e outros órgãos, responsável pelo transporte de um tipo específico de leucócitos, os linfócitos, por meio dos vasos linfáticos, para todas as partes do corpo. A doença se desenvolve nos linfonodos, encontrados em várias partes do corpo, principalmente na axila, no pescoço e na virilha.[1]

Na maioria dos casos, a origem do linfoma não é conhecida. Uma das causas pode  ser resultado de mudanças nos genes de células ou DNA. Essa alteração nos genes poderia interferir na divisão ou morte celular. O surgimento do linfoma também pode estar relacionado a alguns tipos de infecções virais (minoria dos casos), que afetam o sistema imunológico. Como os demais tipos de câncer, o linfoma não é contagioso. [1]
Existem vários subtipos de linfomas, muitos oncologistas agrupam os tipos de linfoma de acordo com a velocidade de crescimento e progressão da doença, como de baixo ou alto grau, levando em consideração o padrão da biópsia do linfonodo feita ao microscópio e o tipo celular predominante dos linfócitos (T ou B). Os mais comuns são o linfoma de Hodgkin – ou doença ou mal de Hodgkin (que recebeu o nome do Dr. Thomas Hodgkin) – e os linfomas não-Hodgkin. [1]



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Linfoma de Hodgkin 

A Doença, ou Linfoma de Hodgkin, é uma forma de câncer que se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos, tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo.

Esta doença pode ocorrer em qualquer faixa etária; no entanto, é mais comum na idade adulta jovem, dos 15 aos 40 anos, atingindo maior freqüência entre 25 a 30 anos. A incidência de novos casos permaneceu estável nas últimas cinco décadas, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% desde o início dos anos 70 devido aos avanços no tratamento. A maioria dos pacientes com Doença de Hodgkin pode ser curada com tratamento atual.

De acordo com a média das taxas brutas encontradas nos 17 Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) do Brasil que possuem mais de 3 anos de informações consolidadas, estima-se que o número de casos novos (incidência) de Linfomas de Hodgkin para o Brasil em 2009 será de aproximadamente 1.600 para o sexo masculino e 1.270 para o sexo feminino em 2009.

Os órgãos e tecidos que compõem o sistema linfático incluem linfonodos, timo, baço, amígdalas, medula óssea e tecidos linfáticos no intestino. A linfa, um líquido claro que banha estes tecidos, contém proteínas e células linfóides. Já os linfonodos (gânglios) são encontrados em todos as partes do corpo, principalmente no pescoço, virilha, axilas, pelve, abdome e tórax; produzem e armazenam leucócitos denominados linfócitos. Existem três tipos de linfócitos: os linfócitos B (ou células B), os linfócitos T (ou células T), e as células "natural killer" (células NK).

Cada um destes três tipos de células realiza uma função específica no combate a infecções, e também têm importância no combate ao câncer.

• As células B produzem anticorpos, que se ligam na superfície de certos tipos de bactérias e atraem células específicas do sistema imune e proteínas do sangue, digerindo as bactérias e células estranhas ao normal.

• As células T ajudam a proteger o organismo contra vírus, fungos e algumas bactérias. Também desempenham importante papel nas funções das células B.

• As células NK têm como alvo as células tumorais e protegem contra uma larga variedade de agentes infecciosos.

Pode-se distinguir a Doença de Hodgkin de outros tipos de linfoma em parte através do exame de amostras sob microscopia. O tecido obtido por biópsia de pacientes com Doença de Hodgkin apresenta células denominadas células de Reed-Sternberg, uma homenagem aos médicos que descreveram primeiramente estas alterações.

A Doença de Hodgkin surge quando um linfócito (mais freqüentemente um linfócito B) se transforma de uma célula normal em uma célula maligna, capaz de crescer descontroladamente e disseminar-se. A célula maligna começa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas (também chamadas de clones). Com o passar do tempo, estas células malignas podem se disseminar para tecidos adjacentes, e, se não tratadas, podem atingir outras partes do corpo. Na Doença de Hodgkin, os tumores disseminam-se de um grupo de linfonodos para outros grupos de linfonodos através dos vasos linfáticos. O local mais comum de envolvimento é o tórax, região também denominada mediastino.


Fatores de risco
Pessoas com sistema imune comprometido, como conseqüência de doenças genéticas hereditárias, infecção pelo HIV, uso de drogas imunossupressoras, têm risco um pouco maior de desenvolver Doença de Hodgkin. Membros de famílias nas quais uma ou mais pessoas tiveram diagnóstico da doença também têm risco aumentado de desenvolvê-la, mas não se deve pensar que é certo de acontecer.


Sintomas
A Doença de Hodgkin pode surgir em qualquer parte do corpo, e os sintomas da doença dependem da sua localização. Caso desenvolva-se em linfonodos que estão próximos à pele, no pescoço, axilas e virilhas, os sintomas provavelmente incluirão a apresentação de linfonodos aumentados e indolores nestes locais. Se a doença ocorre na região do tórax, os sintomas podem ser de tosse, "falta de ar" (dispnéia) e dor torácica. E quando se apresenta na pelve e no abdome, os sintomas podem ser de plenitude e distensão abdominal.

Outros sintomas da Doença de Hodgkin incluem febre, fadiga, sudorese noturna, perda de peso, e prurido ("coceira na pele").


Diagnóstico
Utilizam-se vários tipos de exames para diagnosticar Doença de Hodgkin. Estes procedimentos permitem determinar seu tipo específico, e esclarecer outras informações úteis para decidir sobre a forma mais adequada de tratamento.

A biópsia é considerada obrigatória para o diagnóstico de Doença de Hodgkin. Durante o procedimento, remove-se uma pequena amostra de tecido para análise, em geral um gânglio linfático aumentado. Há vários tipos de biópsia:

• Biópsia excisional ou incisional - o médico, através de uma incisão na pele, remove um gânglio inteiro (excisional), ou uma pequena parte (incisional);

• Biópsia de medula óssea - retira-se um pequeno fragmento da medula óssea através de agulha. Esse procedimento não fornece diagnóstico da Doença de Hodgkin, mas é fundamental para determinar a extensão da disseminação da doença;

Também são necessários exames de imagem para determinar a localização das tumorações no corpo. Radiografias são empregadas para detectar tumores no tórax; usando-se Tomografia Computadorizada, são obtidas imagens detalhadas do corpo sob diversos ângulos. Já a Ressonância Magnética utiliza ondas magnéticas e de rádio para produzir imagens de partes moles e órgãos; e na Cintigrafia com Gálio, uma substância radioativa, ao ser injetada no corpo do paciente é atraída para locais acometidos pela doença.

Além disso, são utilizados outros tipos de exames que ajudam a determinar características específicas das células tumorais nos tecidos biopsiados. Estes testes incluem:

• Estudos de citogenética para determinar alterações cromossômicas nas células;

• Imunohistoquímica, na qual anticorpos são usados para distinguir entre vários tipos de células cancerosas;

• Estudos de genética molecular, que são testes de DNA e RNA altamente sensíveis para determinar traços genéticos específicos das células cancerosas.


Classificação e Estadiamento
Ao diagnosticar a Doença de Hodgkin, ela é classificada (determina-se o tipo) e seu estágio é avaliado (é realizada uma pesquisa para saber se a doença se disseminou a partir do seu local de origem e em que intensidade). Esta informação é fundamental para estimar o prognóstico do paciente e selecionar o melhor tratamento.

Classificação
Atualmente, para classificação da Doença de Hodgkin é mais utilizado o sistema de desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde em conjunto com um painel de especialistas norte americanos e europeus, denominado REAL ( Revised European American Lymphoma Classification ). Sob este sistema estas doenças são divididas de acordo com um número de características que, junto a outras informações, permitem ao médico estimar o prognóstico do paciente.

Estadiamento
Após reunir todas as informações disponíveis nos testes diagnósticos, procede-se o estadiamento da doença, ou seja, determinar o quanto se disseminou. Existem quatro estágios, correspondendo o estágio I à doença mais limitada, e o estágio IV, à mais avançada. Também é agregada uma subdivisão destes estágios aos pacientes com certos sintomas relacionados à doença, chamados sintomas B, tais como febre, sudorese noturna, perda de peso significativa. Exemplo: se um paciente tem doença avançada (estágios III ou IV), e tem sintomas B, determina-se o estadiamento como IIIB ou IVB) 

Tratamento
O tratamento clássico da Doença de Hodgkin, em geral, consiste de poliquimioterapia, com ou sem radioterapia. Dependendo do estágio da doença no momento do diagnóstico, pode-se estimar o prognóstico do paciente com o tratamento. O esquema de quimioterapia utilizado de rotina no INCA é denominado ABVD.

Para os pacientes que sofrem recaídas (retorno) da doença, são disponíveis alternativas, dependendo da forma do tratamento inicial empregado. As formas empregadas usualmente, e com indicações relativamente precisas, são o emprego de poliquimioterapia e do transplante de medula. 

Após o tratamento
A radioterapia e os esquemas de quimioterapia empregados regularmente trazem riscos para os pacientes após o tratamento. Entre os mais importantes estão o desenvolvimento de outros tipos de câncer (mama, pulmão, tireóide, linfomas e leucemias) e possível infertilidade. No entanto, estes riscos não são suficientemente grandes a ponto de se questionar o uso dessas formas de tratamento, visto que a Doença de Hodgkin é curável se tratada adequadamente. Os pacientes devem ser seguidos continuamente após o tratamento, com consultas periódicas cujos intervalos podem ir aumentando progressivamente.

Dr. Ricardo Bigni
Serviço de Hematologia
Hospital do Câncer I/INCA


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Linfoma





O linfoma é um conjunto de neoplasias (câncer) que se inicia a partir de uma célula do sistema imunitário, o linfócito. Esta anomalia é resultado de danos no material genético da célula, levando amutações do DNA do linfócito que propiciará a esta célula, vantagem proliferativa havendo um crescimento excessivo e descontrolado das células neoplásicas. Estas últimas acumulam-se resultando em massas tumorais nos linfonodos e até mesmo, em outros locais do organismo.
Existem dois tipos de linfoma: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin.

Linfoma de Hodgkin

Este surge quando um linfócito, geralmente o linfócito B, se transforma em uma célula maligna, crescendo descontroladamente e se disseminando pelo corpo. Dentro dos linfonodos, haverá a produção de cópias idênticas às células neoplásicas. Após um tempo, pode haver a disseminação dessas células para os tecidos adjacentes, e quando não tratada pode afetar outras partes do organismo. O linfoma de Hodgkin, a disseminação dos tumores se dá de grupos de linfonodos para outros grupos de linfonodos através da circulação linfática. Mais comumente, este tipo de neoplasia se localiza no mediastino.

Fatores de Risco

Existem alguns fatores de risco para que haja o desenvolvimento dessa doença, como: pessoas com o sistema imunitário comprometido, pode ser devido à doenças genéticas hereditárias, infecção pelo vírus HIV, uso de medicamentos imunossupressores, parentes de pessoas que apresentaram esta doença também possui maior chance de vir a ter.

Sintomas

Os sintomas irão depender da sua localização. Pode ocorrer em qualquer região do corpo, mas quando seu desenvolvimento se dá em linfonodos próximos da pele, do pescoço, das axilas e da virilha, os sintomas incluirão linfonodos aumentados e indolores nesses locais do corpo. Caso ocorra na região torácica, os sintomas podem ser de tosse, dispnéia e dor torácica. Quando se localiza na pelve e na cavidade abominal, os sintomas podem ser de plenitude e distensão do abdômen. Outros sintomas incluem febre, fadiga, sudorese noturna, perda de peso e prurido.

Diagnóstico

diagnóstico para determinar seu tipo específico pode ser vários, sendo que a biópsia é considerada obrigatória. Dentre os tipos desse exame estão:
  • Biópsia excisional ou insicional: o médico remove todo o linfonodo através de uma incisão na pele (excisional), ou uma pequena parte (insicional);
  • Biópsia de medula óssea: exame conhecido como mielograma, onde é retirado um fragmento de osso junto com medula óssea com a utilização de uma agulha. Embora esse método de diagnóstico não determine o tipo de linfoma, e importante para determinar a extensão da doença;
Outros exames também são importantes na detecção do linfoma e determinação de sua localização, como exames de imagem (raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros). Exames complementares que auxiliam na determinação das características específicas das células tumorais incluem: imunohistoquímica, estudos de citogenética e estudo de genética molecular.
Após ser diagnosticada, a Doença de Hodgkin é classificada e seu estágio é avaliado para que seja determinado o tratamento.

Linfoma não-Hodgkin

Este tipo de linfoma engloba mais de 40 tipos distintos. Os parcos fatores de risco para esse tipo de linfoma são:
  • Comprometimento do sistema imune: pessoas imunodeficientes, doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo vírus HIV.
  • Exposição química: pesticidas, solventes, fertilizantes, entre outros.
  • Exposição a altas doses de radiação.
Os sintomas que os pacientes afetados por esse tipo de linfoma apresentam são:
  • Linfadenopatia no pescoço, axila e/ou virilha;
  • Sudorese noturna excessiva;
  • Febre;
  • Prurido;
  • Perda de peso sem explicação.
Assim como no outro tipo de linfoma, o diagnóstico é feito através de vários tipos de exame. Existem vários tipos de biópsia que podem ser realizadas:
  • Biópsia excisional ou insicional;
  • Punção aspirativa por agulha fina;
  • Biópsia e aspiração da medula óssea;
  • Punção lombar.
Exames de imagem também são feitos, como: raio-x, tomografia computadorizada, ressonância magnética, cintilografia, entre outros. Junto a esses exames, realiza-se também estudos celulares, como: imunohistoquímica, estudos de citogenética, citometria de fluxo e estudos de genética molecular.

Tratamento

O protocolo de tratamento de ambos os linfomas é determinado pelo médico de acordo com seu tipo e seu estadiamento, mas na maioria dos casos é realizada quimioterapia, radioterapia e a imunoterapia, que a cada dia tem sido mais utilizada em associação com a quimioterapia.


Fontes:
[1] http://www.juntoscontraolinfoma.com.br/o-que-e-linfoma/

[2] http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=458

[3] http://www.infoescola.com/doencas/linfoma/

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