terça-feira, 30 de agosto de 2016

Twitter melhora acessibilidade incluindo descrição de imagens nativa



Quem usa o aplicativo do Twitter nos sistemas iOS e Android poderá adicionar descrições às imagens publicadas nos Tweets, o que as torna acessíveis a pessoas com deficiência visual. Com essa atualização, queremos garantir que todo o conteúdo compartilhado na plataforma alcance o maior público possível para que todos possam ser incluídos na conversa e aproveitar os maiores momentos juntos.
Ative esse recurso habilitando a opção escrever descrições de imagens nas configurações de acessibilidade do aplicativo do Twitter. Da próxima vez em que você adicionar uma imagem a um Tweet, haverá um botão sobre a foto. Toque nele para adicionar uma descrição à imagem. As pessoas com deficiência visual terão acesso à descrição através de sua tecnologia de apoio. As descrições podem ter até 420 caracteres e serão lidas por programas (por exemplo, leitores ou telas em braile).
Para garantir que editores e clientes também tenham a possibilidade de adicionar um texto alternativo às imagens, estendemos nossos produtos para API REST e Twitter Cards. Sabemos que isso é especialmente importante para os clientes especializados do Twitter, como o EasyChirp,Chicken Nugget e The Qube.
O novo recurso estará disponível em breve também na web.
https://blog.twitter.com/pt/2016/imagens-acess-veis-a-todos-no-twitter

Quando o olhar do outro dói nos nossos filhos



Muito, muito tempo atrás li um livro do escritor e educador Rubem Alves chamado Como nasceu a alegria. A estória mostra um jardim encantador, cujas flores não viam a beleza umas das outras, tão ocupadas estavam em admirar a si próprias. Eram belas, mas vaidosas e infelizes; não conseguiam enxergar encanto no mundo. Um dia, uma florinha feriu uma de suas pétalas num espinho, ao nascer. A pétala partida não doía, e a flor não ligou. Era feliz.
Era.
Certo dia notou os olhares espantados das outras flores fixados nela. As companheiras queriam saber por qual razão tinha a pétala rachada – e perguntavam a respeito sem nenhuma cerimônia, sem nenhuma cortesia. Foi então que a flor percebeu que era diferente. Esquisita. E chorou…
Não vou contar toda a narrativa; o livro do querido Rubem Alves, falecido há pouco tempo, merece ser conhecido e até mesmo lido em voz alta para as crianças que vivem a dor da diferença, que não se sentem iguais às outras por causa de alguma marca no seu corpo ou em sua maneira de ser.
Rubem ressalta que não é a diferença em si mesma que dói, mas o ar de estranhamento e espanto que a criança percebe nos olhos dos outros. Diz ele, que também era psicanalista e avalia com propriedade: 
O medo dos olhos dos outros é sentimento universal. Todos gostaríamos de olhos mansos…” 
A diferença não é resolvida de forma triunfante, como na estória do Patinho Feio. O que muda não é a diferença. São os olhos… 
Assim é que a criança precisará elaborar essa dor ao longo da vida, porque as marcas em seu corpo não vão desaparecer. O “patinho feio” não se transformará em cisne.
Como vários de vocês já sabem, convivo com uma deficiência física desde a infância. Senti e sinto na pele esse olhar do qual fala Rubem Alves. Não desejo ocupar lugar de vítima, mas posso garantir a vocês: não é agradável. Às vezes, ele parece um espinho na carne. 
Nós, diferentes, muitas vezes somos olhados com espanto, desconfiança, indiferença e, infelizmente, com dó, como se fôssemos piores que os outros ou incapazes. É claro que também há os olhares respeitosos, amorosos, amigos, solidários. Mas, numa sociedade como a brasileira, onde só recentemente as pessoas com deficiência têm ganhado as ruas, os olhares incômodos permanecem sendo mais numerosos. Possivelmente essa situação se dê por desconhecimento, ignorância do mundo do outro. Mas, definitivamente, não é bom se sentir um ET.
Me lembro de uma vez em que eu passeava de cadeira de rodas em um shopping da zona sul de São Paulo. Uma criança não despregava os olhos de mim; parecia nunca ter visto um cadeirante na vida. A mãe conversava com uma amiga e não dava sinais de perceber a situação. De repente, a criança, que não olhava para a frente – mas somente para mim, ao lado –, se chocou violentamente contra um desses displays que ficam nos corredores, com publicidade ou informações. Imaginem os berros de dor! Isso me marcou… Se uma criança da zona sul de São Paulo, que tem tanto acesso à educação e à cultura, nunca viu um cadeirante, que dirá o garoto do interior do País?
Não seria isso culpa da falta de inclusão? Cadê as crianças com deficiência? Não deveriam estar convivendo com as outras, na mesma escola? Não deveriam estar pegando ônibus? Não deveriam estar indo ao cinema, como as outras? Mas não, não estão, porque falta, ainda, acessibilidade, por mais que as coisas tenham melhorado – e melhoraram.


Crédito Foto: Marta Alencar – Alta Estima Fotografia Inclusiva

Estou de volta ao Brasil após um mês fazendo intercâmbio numa cidade do interior da Inglaterra, com passagem também por Londres, onde fiquei alguns dias. Desta vez o olhar de espanto foi meu. Sabem por quê? 
Durante um mês, não flagrei ninguém me olhando como se eu fosse uma coitadinha. Foram 30 dias, em que eu ficava fora do hotel cerca de 9 horas por dia. Pegava ônibus, táxi, andava de scooter ou de cadeira de rodas manual; ia à escola, a lojas, restaurantes, museus, teatros, feiras de rua. Não, também não fui tratada com negligência, e nem mesmo como uma super-heroína ou modelo de vida (um contraponto que costuma ser comum). As pessoas paravam para me ajudar a pegar coisas que eu tinha deixado cair; alertavam o motorista do ônibus quando achavam que ele não estava me enxergando; davam lugar para mim nos passeios ou nos corredores das lojas, para que eu pudesse passar com mais facilidade. Quando eu estava sozinha, a maioria dos atendentes de cafeteria se oferecia para levar meu lanche até a mesa.
Um amigo que mora em Londres, que já trabalhou em um museu da cidade, me contou que os funcionários eram preparados para lidar com as pessoas com deficiência, a fim de que não fossem tratadas nem com indiferença, nem com paternalismo, mas recebessem a atenção devida, de acordo com suas características. Há programas voltados para receber desde pessoas com deficiência intelectual severa até indivíduos com síndrome de Tourette.
Não estou dizendo que os ingleses sejam melhores que os brasileiros; cada povo tem sua história, sua experiência de vida, sua maneira de lidar com o mundo. Temos, os brasileiros, muitas qualidades! Mas preciso confessar a vocês, em conversa de pé de ouvido: esta experiência na Inglaterra foi profundamente terapêutica para mim. Eu nem sabia que o olhar das pessoas me afetava tanto! Mas, tendo recebido durante um mês olhares como os dirigidos às outras pessoas, senti algumas feridas cicatrizando-se pouco a pouco.
Não sei se vocês têm um filho “diferente”, um sobrinho, um neto… Quem tem já sentiu na pele o que estou expondo; estou certa de que esses olhares doeram muito nos meus pais. E, se vocês não tiverem passado pela experiência, certamente estarão aptos a usar a empatia para se colocar no lugar desses pais, ou das pessoas que passam por essa situação.
Como sei que todos nós queremos diminuir a dor no mundo, finalizo este texto fazendo um apelo: observem seus olhares. Com um pouco de atenção, podemos evitar que nosso olhar seja causa de dor para o outro. Todos gostamos de olhos mansos… Não superprotetores, nem que nos coloquem em um pedestal. Apenas que nos vejam como somos.

#DICAREAL

Leiam o livro Como nasceu a alegria, entre outros escritos por Rubem Alves para tratar de temas que são dolorosos para as crianças.  De acordo com ele, o objetivo dessas estórias é dar nome àquilo que atemoriza os miúdos, dar-lhes símbolos que lhes permitam falar sobre seus medos.



Laura Martins tem o temperamento inquieto, gosta de viver novas experiências e de aprender. Além de ser apaixonada pela vida, ela ama viajar, ler, curtir as pessoas e praticar zazen. Em seu excelente blog, o Cadeira Voadora, Laura expressa as situações inquietantes que as pessoas com deficiência vivem. Ela busca espalhar mensagens de amor e alegria e é por isso que está aqui!

Tom o mascote dos Jogos Paralímpico



Quem sou eu?

Sou o mascote dos Jogos Paralímpicos, uma criatura mágica,

mistura de todas as plantas das florestas brasileiras.
Eu nasci da explosão de felicidade quando a galera
soube que os Jogos Paralímpicos de 2016 
iam ser no Rio, no dia 2 de outubro de 2009.





Quantos anos tenho?

Nasci no dia 2 de outubro de 2009, mas meus anos de vida 

não são como os de vocês, então não dá pra saber a minha 
idade. Só sei que não tem nada melhor do que brincar, 
fazer amigos e relaxar na floresta.




Qual meu poder especial?

Usar a cabeça. De verdade! Para resolver qualquer parada, 
tiro da minha cabeleira de folhas os objetos mais malucos. 

Afinal, conheço os segredos da natureza e sei que com 
criatividade, inteligência e vontade a gente chega onde quiser.



O que mais gosto de fazer?

Brilhar em todos os esportes Paralímpicos. E aproveito que 
moro no Rio de Janeiro pra brincar e me aventurar muito 
ao ar livre! Quando não estou agitando por aí, gosto mesmo 
é de abrir um livro e aprender mais sobre o mundo. Também 
adoro um samba de raiz e todos os ritmos brasileiros. Curto 
fazer amigos e compartilhar o que eu sei. Meu amigo de 
aventuras é o mascote dos Jogos Olímpicos Rio 2016.




Onde moro?


Por aí, misturado à natureza. Minhas sonecas rolam 
em uma vitória-régia no meio de um lago refrescante. 
Assim já aproveito para fazer fotossíntese - banho de 
sol pra mim é banquete.




Missão


Inspirar todo mundo a usar a criatividade e a determinação 
para ir sempre mais longe e se divertir.






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