quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Medula óssea: campanhas nas redes sociais buscam doadores na região





Com certeza você já ouviu falar sobre doação de medula óssea, mas você sabe a real importância de ser um doador? O processo é muito mais simples do que se imagina, não existe qualquer tipo de risco para o doador e é possível salvar a vida de uma pessoa. Então, se é algo tão simples, por que será que esse tema é tão pouco conhecido em nosso país?

Acontece que muitas pessoas confundem a medula óssea com a medula espinhal, que são coisas completamente diferentes. O maior medo dos desinformados é a perda de movimentos do corpo, no caso da medula espinhal – responsável pelo sistema nervoso – ser afetada. Porém, durante o transplante de medula óssea, a medula espinhal não corre riscos.

A medula óssea é um tecido que ocupa o interior dos ossos, um líquido gelatinoso, conhecido popularmente como tutano. É na medula óssea que são produzidos os componentes do sangue, ou seja, as hemácias (glóbulos vermelhos), que são responsáveis pelo transporte de oxigênio dos pulmões para todo o organismo, os leucócitos (glóbulos brancos), que são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, e as plaquetas, que compõem o sistema de coagulação do sangue.

O transplante de medula óssea é indicado no tratamento de aproximadamente 80 doenças diferentes, em geral as que comprometem o funcionamento da medula óssea, como doenças hematológicas, onco-hematológicas, imunodeficiências, doenças genéticas hereditárias, alguns tumores sólidos e doenças autoimunes. A indicação do transplante varia de acordo com o tipo da doença e do estado de saúde do paciente. Na maioria dos casos, a medida é tomada quando não há mais forma de controlar a doença somente com quimioterapia e radioterapia convencional. Atualmente, mais de duas mil pessoas aguardam a doação de medula óssea no Brasil.

A maior possibilidade de encontrar um doador é entre irmãos, pois trata-se de uma herança genética, com chances de 25% do paciente ser compatível com cada irmão que tiver. Então, quanto mais irmãos, maior a probabilidade de encontrar um doador em seu grupo familiar. Caso o paciente não tenha irmãos, ou nenhum deles seja compatível – o que acontece em 75% dos casos –, é necessário procurar um doador alternativo no Redome (Registro Nacional de Doares de Medula Óssea).

Divulgação da causa 
O assunto vem sendo abordado e se tornando mais conhecido de alguns anos para cá, devido a um forte trabalho de divulgação de algumas organizações espalhadas pelo país, como a Ameo (Associação da Medula Óssea do Estado de São Paulo), que é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). A Ameo foi fundada em 2002, a partir da necessidade de pacientes e familiares em encontrar um doador de medula óssea.

Na época de sua fundação, apenas 12 mil pessoas estavam cadastradas no Redome, o que tornava praticamente impossível encontrar um doador, tendo em vista que a chance média de encontrar alguma pessoa com a medula compatível com a de um paciente é de uma a cada 100 mil. De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), em 2014 este número já havia aumentado para 3,5 milhões de doadores e, atualmente, o Brasil conta com mais de quatro milhões de doadores cadastrados no Redome.
O Redome é o banco de dados do Ministério da Saúde, que foi criado em 1993 e é coordenado pelo Inca, no Rio de Janeiro, desde 1998. Sempre que houver um paciente necessitando de transplante de medula óssea e que não tenha encontrado doador na família, os médicos podem consultar esta lista. Caso uma pessoa compatível seja encontrada, ela é convocada para realizar novos exames de sangue e para uma avaliação geral, para comprovar se está tudo bem com o doador e se ele realmente poderá realizar o transplante.
Atualmente em nosso país, a chance de se identificar um doador compatível, em fase preliminar da busca, chega a 88% e ao final do processo, cerca de 64% dos pacientes têm um doador compatível confirmado. O Brasil, com quatro milhões de doadores cadastrados, se tornou o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando atrás somente dos registros dos Estados Unidos, com aproximadamente 7,9 milhões de doadores, e da Alemanha, com cerca de 6,2 milhões. Este aumento no número de doadores se deve às inúmeras campanhas de sensibilização da população em geral, promovidas pelo Ministério da Saúde e por órgãos vinculados, como o Inca e a Ameo.
Campanha pela vida 
Quando nenhum parente tem a medula óssea compatível e nenhum doador cadastrado no Redome também, dá-se início a corrida de familiares e amigos do paciente para conseguir um doador. Inúmeras pessoas se movimentam para arrumar o máximo de pessoas possível, organizando campanhas e mutirões em redes sociais, empresas, grupos religiosos e outros lugares, levando em consideração a dificuldade em encontrar algum doador compatível.



 Julio Cesar busca doador
Arquivo Pessoal


Este é o caso de Julio Cesar Toledo Pereira, de 31 anos, morador de São José dos Campos, que tem uma campanha nas redes sociais e a divulga em diversos locais da cidade, incentivando a doação de medula óssea. Julio sofre de uma doença genética, chamada aplasia medular, e já perdeu dois irmãos que sofriam com a mesma enfermidade. “Meu irmão, Luiz Claudio, descobriu que estava com a doença aos 18 anos de idade, em 2001. Na época eu e meu outro irmão, Luiz Rodolfo, fizemos exames e descobrimos que éramos compatíveis entre nós, menos com Luiz Claudio”, conta Julio.
“O Claudinho se tratou durante um ano, mas na época era praticamente impossível arrumar um doador, a lista de doadores cadastrados era muito baixa. Aos 19 anos ele faleceu. Na época, nós nem nos tocamos que poderíamos ter a doença e seguimos a vida normalmente, sem nos preocupar”, diz Toledo.
A aplasia medular óssea é uma doença que impede o corpo do paciente de produzir as células do sangue na quantidade necessária, podendo ser genética ou adquirida. Durante o tratamento, o enfermo recebe transfusões para controlar a anemia e o baixo número de plaquetas no sangue. Além disso, a diminuição dos glóbulos brancos abaixa a imunidade do organismo, causando graves infecções. A cura acontece somente por meio do transplante de medula óssea.
“Em novembro de 2014, meu outro irmão, o Rodolfo, descobriu que também estava com a doença. Na época foi tudo bem tranquilo, pois sabíamos que nossas medulas eram compatíveis e que tudo daria certo. Mas foi aí que tudo desandou. O médico do meu irmão, sabendo da morte de Luiz Claudio em 2002, pediu para que eu, antes de doar a minha medula, fizesse o exame para saber se eu também não tinha a mesma doença. E o exame deu positivo”, informa Julio.
“Quando ficamos sabendo da doença do Rodolfo e do Julio começamos a nos mobilizar. Falamos com parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e qualquer outro tipo de conhecido, recrutando o máximo de pessoas possível para se cadastrar como doador de medula óssea. A campanha surgiu disso, da nossa movimentação para ajudar o Rodolfo, já que na época a doença não tinha se manifestado no Julio ainda”, diz uma das organizadoras da campanha e amiga da família, Ana Cláudia Martins Silva, de 33 anos.
Rodolfo lutou contra a aplasia medular durante seis meses, mas faleceu em maio de 2015, antes de conseguir um doador de medula compatível. “A partir da morte de Rodolfo, mudamos o foco da campanha para Julio. O centro de cadastro de medula óssea no Vale do Paraíba fica em Taubaté e então começamos a ir para lá toda semana. Fechávamos vários carros cheios de gente para ir até lá”, conta Ana.
“No começo foi bem legal, fomos com vários carros e chegamos até a fechar um ônibus, de tanta gente que se comoveu com a causa. Porém, devido à falta de kits no Hemonúcleo de Taubaté, o processo mudou. Atualmente, é preciso agendar com antecedência o cadastro como doador e existe um limite de apenas dez por dia. Mas isso não nos desmotivou, começamos a ir para São Paulo, onde não há limite diário, e continuamos realizando os cadastros”, informa a amiga da família.
Júlio tem 31 anos, é autônomo, morador de São José dos Campos e tem uma filhinha de apenas um ano e meio. Até o momento sua aplasia medular não se manifestou e por isso não foi necessário realizar o transplante. “Em meio a toda campanha, eu consegui um doador de medula óssea compatível. Fiquei muito feliz com isso, pois foi muito difícil ver dois irmãos partirem por culpa dessa doença. As chances são baixas, mas graças a Deus tudo deu certo. O transplante só será feito quando a doença se manifestar, não dá pra saber quando ou se vai acontecer”, esclarece Júlio.
Apesar do objetivo de Júlio e seus amigos já ter sido atingido, a campanha segue firme e forte. “O transplante de medula óssea é algo simples e que pode salvar uma vida. A campanha não pode parar, pois quanto mais doadores cadastrados, mais pessoas podem conseguir um transplante e ter a chance de continuar a viver”, finaliza Júlio.
O que é preciso para ser doador 
- Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos com boa saúde poderá doar medula óssea.

- Os doadores preenchem um formulário com dados pessoais e é coletada uma amostra de sangue com 5 ml para testes. Estes testes determinam as características genéticas que são necessárias para a compatibilidade entre o doador e o paciente.
- Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão necessitando de um transplante.
- Na Região Metropolitana do Vale do Paraíba o cadastro no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) só pode ser feito no Hemonúcleo de Taubaté.
- Quando um paciente necessita de transplante e não possui um doador na família, esse cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.
- Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação.
- É muito importante que sejam atualizados os dados cadastrais para facilitar e agilizar a chamada do doador no momento exato. A atualização dos dados pode ser feita pelo site do Inca (Instituto Nacional de Câncer).
Procedimento cirúrgico 
Existem dois métodos de doação de medula óssea. O primeiro é a coleta por meio do osso da bacia, feita com uma agulha na região da nádega. O paciente é anestesiado e o processo dura entre 40 e 60 minutos. O doador fica um dia em observação e com um pequeno desconforto na região das costas, que não dura mais que uma semana.

Já o segundo método é a coleta pela veia. Neste caso o paciente deve tomar um medicamento durante cinco dias, que irá estimular e aumentar a produção de células-tronco. No sexto dia as veias estarão cheias de células-tronco e o sangue do doador é filtrado por uma máquina, que retira as células do sangue e o devolve para as veias. O processo dura de 4 a 6 horas. Após o processo, o doador fica com dores pelo corpo, como se estivesse gripado, podendo ser tratado com analgésicos.
Em ambos os casos, todo o acompanhamento, transporte e estadia é financiado pelo Governo Federal. O doador não corre risco de vida em nenhum dos dois métodos de transplante e em cerca de 15 dias toda a medula óssea doada é recomposta pelo seu organismo.

http://www.meon.com.br/noticias/regiao/medula-ossea-campanhas-nas-redes-sociais-buscam-doadores-na-regiao

Treinar um cão de serviço










Em certo momento de suas vidas, algumas pessoas receberam um chamado internopara realizar algo extraordinário. Eles podem ter tido medo, até duvidaram de sua capacidade, mas decidiram realizar assim mesmo, indo em frente com seus sonhos de mudar o mundo.
Acreditar é a capacidade mais linda e intensa do ser humano e sem ela estaríamos reduzidos a uma vida sem um grande significado. São pessoas que  acreditam em uma causa que estão transformando o mundo.
A Cão Inclusão nasceu desse chamado. Nós, Leonardo Ogata e Sara Favinha somos treinadores de cães e temos uma empresa de adestramento bem sucedida. Percebemos que poderíamos fazer muito mais pela sociedade e deixar nossa marca no mundo. Nossos olhos se abriram para a possibilidade de sair da rotina do dia-a-dia em que pensamos apenas nas nossas necessidades, para uma realidade muito maior, na qual decidimos ajudar o próximo proporcionando o que temos de melhor.
A Cão Inclusão é um projeto social com o objetivo de treinar cães de serviço para pessoas com deficiência. São necessários dois anos de intenso treinamento para que o cão esteja pronto e o objetivo desta campanha é adquirir um filhote da raça Golden/Labrador Retriever e proporcionar o primeiro ano de treinamento dele.
Já entregamos dois cães:


Após a entrega desses dois cães, recebemos diariamente e-mails de pessoas que precisam de um cão de serviço para ajudá-las a ter mais independência e entendemos a importância desse projeto que pode realmente mudar a vida dessas pessoas. Isso nos sensibiliza cada vez mais e estamos com mais três cães em treinamento. Contamos com a sua ajuda para iniciar o treinamento do próximo filhote!

Participe da mudança em nossa sociedade para aceitação e viabilização dos cães de serviço!

Fonte: Amigos Cadeirantes

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