segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Os benefícios da natação no Autismo

OS BENEFÍCIOS DA NATAÇÃO NO AUTISMO



Por: Bruna Joanna Menegazzo - CREF: 011993-G/SC - Profissional de Educação Física
Desde a primeira infância as crianças devem ser incentivadas a prática de alguma atividade física, seja qual for, pois as vantagens de um esporte iniciado logo cedo são inúmeras. A natação é uma excelente dica ao público infantil. Vários esportes, assim como a natação, trazem inúmeros benefícios aos seus praticantes, quais sejam, melhoria da capacidade cardiorrespiratória, do tônus muscular, a coordenação, o equilíbrio, a agilidade, a força, a velocidade, também desenvolve habilidades psicomotoras como a lateralidade, as percepções tátil, auditiva e visual, as noções espacial, temporal e de ritmo, sociabilidade e autoconfiança. Além de todos os benefícios mencionados, a natação ainda contribui para o desenvolvimento do ser humano integral, nos aspectos cognitivo, emocional e social. Também é incontestável, a eficácia e a eficiência da natação para a melhoria do aspecto físico e da postura essenciais para o desenvolvimento motor do bebê. Não é de se espantar quando se fala que a natação é um esporte completo, essa modalidade também melhora a resistência do organismo e ajuda na prevenção e recuperação de doenças como asma, bronquite e problemas ortopédicos. Diante de todos os benefícios apresentados é possível compreender por que também é um esporte muito indicado para crianças autistas, além de considerar que a água é um meio muito atraente para eles, o que é inexplicável cientificamente, estes se sentem livres e na maioria das vezes diminuem as estereotipias, que são os movimentos repetitivos ou ainda, as ecolalias, que são palavras e frases repetitivas. As crianças autistas, em regra ficam mais calmas na água, têm percepção espaço-temporal, ao mesmo tempo em que sentem liberdade, se sentem seguros num ambiente acolhedor e limitado. A criança deve começar o mais precocemente possível, com a autorização do pediatra, podendo estar com a presença da mãe ou pai, em situações possíveis de inclusão na turminha, ou alguém com quem tenha bastante afinidade. Ou ainda, com o professor personal, visto que nessa situação o professor pode trabalhar não somente fundamentos da natação, mas também proporcionar estímulos cognitivos que estão sendo trabalhados em outras terapias, auxiliando e reforçando nos aprendizados. A sensação tátil provocada pela água em todo o corpo traz uma estimulação sensorial enorme, porém sem invadir o seu espaço, ajudando seu crescimento como ser humano. É muito importante que o professor mantenha algumas estratégias no decorrer das aulas, priorizando a rotina dos acontecimentos e sendo bastante cauteloso com novas atividades a serem propostas, utilizando um material por vez, para que não haja uma superestimulação, o que geraria maior ansiedade nas nossas crianças autistas, vindo a desviar a atenção do objetivo a ser atingido. Ao considerar a situação do adulto autista, este deve ser tratado como adulto e não ser infantilizado, vez que, podem nadar bem, realizar vários exercícios coordenados com a respiração na piscina e nados submersos. Porém, assim como com as crianças, é importante que sejam colocados alguns limites quanto ao comportamento, como momentos específicos para cada atividade, horários de inicio e fim das atividades e brincadeiras, ou seja, alguns rituais que podem ser amenizados com o tempo e com conversas. As propriedades físicas da água é que tornam o ambiente aquático tão rico em sensações e viabilizam a construção de novos conhecimentos, como por exemplo, o empuxo, que é a flutuação, a qual facilita os movimentos, a pressão hidrostática exercida em volta de todo o corpo, abraçando o corpo, criando resistência na inspiração e facilitando a expiração, estimulando o controle respiratório e facilitando a fala. A turbulência, este movimento da água em redemoinhos, fortalece a musculatura, melhora a circulação e cria um ambiente interessante e estimulante. Fator que merece destaque, é a segurança em meio aquático, existem dados consideráveis de afogamento em crianças autistas, justamente pela atração que sentem pela água, porém, em muitos casos não sabem defender-se em meio líquido, tornando a natação essencial para o domínio do corpo em meio aquático. A água encanta o autista e favorece seu desenvolvimento psicomotor, cognitivo, afetivo e socializador. Sendo assim, a natação adaptada para os autistas deve ser rica de experiências como também é para as outras crianças. Nada é definitivo e imutável, portanto, ninguém poderá determinar o quanto o ele vai desenvolver-se, que objetivos propostos ele vai alcançar, o quanto ele será capaz de realizar. O importante é oferecer um leque de oportunidades e riqueza de experiências, na água e na vida diária, para que os autistas sejam capazes de descobrir seu potencial.

Menino de Sete Lagoas ganha prótese que imita braço do Homem de Ferro


Vanclever Machado Vila Nova dos Santos, o Pepi, de 13 anos, nasceu sem parte do braço e da mão direita e na última quinta-feira (27) ganhou uma prótese mecânica que imita o braço do Homem de Ferro





Nas telas de cinema, nos quadrinhos e nos desenhos animados, o Homem de Ferro é conhecido por combater o crime utilizando suas armaduras tecnológicas, que ainda lhe garantem uma nova vida. No mundo real, a tecnologia foi usada para fazer com que o pequeno Vanclever Machado Vila Nova dos Santos, o Pepi, de 13 anos, se sentisse um herói entre seus amigos e ganhasse uma vida totalmente nova.



O menino nasceu sem parte do braço e da mão direita e na última quinta-feira (27) ganhou uma prótese mecânica que imita o braço do Homem de Ferro. Agora, além de conseguir fazer algumas atividades que eram impossíveis antes, como, por exemplo,  segurar objetos, ele se tornou sucesso entre os amigos da escola.
“O primeiro dia do Pepi na escola com a prótese foi uma alegria enorme. Os amiguinhos dele adoraram a nova mão. Virou uma ótima brincadeira. Além disso, o braço está ajudando muito ele na escola”, contou o pai do menino, Vlandercley Vila Nova dos Santos 42, autônomo. A família mora em Sete Lagoas, região Central de Minas e o  braço mecânico veio de São Paulo para o menino.
A história começou quando o engenheiro de mecatrônica, Thiago Jucá, 26, conheceu um amigo da família de Pepi durante um evento. O amigo contou a história do pequeno e, sensibilizado com a história, Jucá resolveu fazer uma prótese para o menino. “Só tinha um problema eu moro em São Paulo e ele em Minas, então eu tive que fazer as próteses me baseando em fotos”, contou Jucá.
O engenheiro queria fazer algo que o garoto se identificasse e depois de saber que ele era fã do Homem de Ferro, fez um braço imitando o do super-herói. Jucá foi a Lagoa Santa para encontrar Pepi e entregar a prótese para ele. Em um vídeo, feito pela família do menino, o adolescente esbanja alegria ao receber o braço. Ele sorri, pula e parece não acreditar.
“Eu fiquei muito emocionado ao ver a felicidade dele. Eu sempre tive tudo e sou muito grato por isso. Mas temos que pensar nas pessoas com dificuldades, pensar que tem gente que não tem nem o braço. Eu tive gratidão por tê-lo ajudado”, contou Jucá.
Logo que coloca o braço, o menino já consegue realizar movimentos até mesmo com os dedos da mão. “Essa prótese é muita prática, ela tem um mecanismo que logo a pessoa se adapta e consegue já realizar os movimentos com facilidade”, afirma o engenheiro.
A família de Pepi conta que ele já teve até outras próteses, mas que essa foi a que o deixou mais feliz e que ele mais se adaptou. “Veio em uma ótima hora, porque não teríamos nunca condições de comprar uma prótese com essa qualidade. Ele já teve algumas outras de madeira e até uma feita com garrafa pet, que ajudava ele a tocar violão, com essa eu acho que ele vai poder fazer muito mais coisas”, conclui o pai do menino.

Projeto de prótese será expandido

A felicidade nos olhos do pequeno fez com que o engenheiro decidisse expandir o programa e fazer a prótese para mais pessoas que necessitam. “Minha ideia é fazer próteses que as pessoas se identifiquem e que combinem com elas, porque isso ajuda a incentivar as pessoas a se adaptarem aos mecanismos”, explica Jucá.

Segundo ele, as próteses serão vendidas a um preço bem baixo ou haverá um esquema de doação para quem não tem condições de pagar por elas. A ideia é fazer com que essas pessoas tenham uma qualidade de vida melhor mesmo.

Veja o vídeo com o momento em que o menino recebe a prótese:

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