quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Linfoma Hodgkin e Linfoma não-Hodgkim



Linfoma é a doença que surge quando as células do nosso sistema linfático sofrem transformações malignas, ou seja, viram câncer. Existem dois tipos de linfoma, chamados linfoma Hodgkin e linfoma não-Hodgkin.

Neste texto vamos explicar as seguintes pontos sobre linfoma:

O que é o sistema linfático.
O que é o linfoma.
Diferenças entre Linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin.
Causas do linfoma.
Sintomas do linfoma.
Tratamento do linfoma.
Prognóstico do linfoma.
O linfoma, o mieloma múltiplo, a leucemia e a síndrome mielodisplásica são as principais causas de câncer que surgem nas células de defesa do sangue, chamadas popularmente de glóbulos brancos.

Sistema linfático

Para entender o que é um linfoma e por que ele é diferente da leucemia, devemos primeiro conhecer o sistema linfático e quais são as células que o compõe.

O sistema linfático é um conjunto de vasos, linfonodos e tecidos que possuem quatro funções básicas:

1. Remoção de líquidos que estão fora da circulação sanguínea. Os vasos linfáticos estão espalhados pelo corpo assim como os vasos sanguíneos. Ambos estão interligados e sempre que há extravasamento de água para fora dos vasos sanguíneos, o sistema linfático a recolhe e devolve ao sangue.

2. As gorduras digeridas e absorvidas nos intestinos passam pelo sistema linfático antes de seguirem para a circulação sanguínea.

3. Desenvolvimento e circulação das células de defesa, chamados de linfócitos. Os linfócitos são apenas um das linhagens dos glóbulos brancos, que entre suas funções está a produção dos anticorpos. Os linfócitos circulam no sangue e no sistema linfático.

4. Recolher e encaminhar microrganismos invasores até os órgãos linfóides para que possam ser combatidos pelo nosso sistema imune.

Linfoma Vamos explicar:

Os vasos linfáticos transportam a linfa, um líquido brancacento formado basicamente de plasma e glóbulos brancos. Como já citado, estes vasos recolhem o excesso de líquido que normalmente extravasa dos vasos sanguíneos e se deposita nos tecidos do corpo. Esse líquido recolhido viaja até a cadeia de linfonodos (gânglios linfáticos) mais próxima. Os linfonodos são ricos em células de defesa e qualquer microrganismo invasor que por lá passe, é eliminado. Podemos dizer que os linfócitos são a polícia e os gânglios linfáticos a delegacia.

Depois desta “filtragem” o líquido linfático retorna aos vasos sanguíneos.

O baço, o timo e as amígdalas também são órgãos linfáticos. Grosseiramente, podemos dizer que funcionam como grandes linfonodos.

LINFOMAS

Os linfomas são os cânceres das células do sistema linfático, basicamente dos linfócitos.

Podemos dizer que o linfoma é um primo da leucemia. A diferença está no fato do linfoma crescer dentro dos órgãos linfoides, como nos linfonodos ou baço, enquanto que a leucemia se forma na medula óssea, liberando suas células malignas para circularem pelo sangue. Se um linfócito sofrer uma transformação maligna na medula óssea, onde é produzido, ele vira leucemia. Se essa mutação ocorrer quando ele já se encontra nos linfonodos, vira linfoma. Usando a mesma analogia anterior, podemos dizer que o linfoma é câncer da delegacia e a leucemia é o câncer dos policiais. A leucemia é um câncer do sangue e o linfoma um câncer linfático.

LINFOMA DE HODGKIN X LINFOMA NÃO-HODGKIN

O linfoma foi descrito pela primeira vez em 1839 por Thomas Hodgkin, médico inglês. Desde então, foram descritos mais de 40 subtipos que se diferenciam pela linhagem das células e por alterações a nível molecular.

Hoje classificamos os linfomas em dois grandes grupos: o linfoma de Hodgkin e os linfomas não-Hodgkin. Ambos tem apresentação clínica semelhante, porém, dependendo do subtipo, o prognóstico varia muito. O linfoma não-hodgkin é mais comum e apresenta vários subtipos, com prognósticos distintos, sendo os mais comuns o linfoma difuso de grandes células B (linfoma agressivo) e o linfoma folicular (linfoma indolente).

A diferença entre o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin está nas características das células malignas. Essa distinção só é possível após a biópsia e avaliação microscópica das células cancerígenas. Em geral, podemos dizer que as células malignas do linfoma de Hodgkin sofrem muitas alterações, tornando-se muito diferentes das células normais dos tecidos linfoides, enquanto que as células do linfoma não-Hodgkin sofrem transformação maligna, mas preservam algumas características iniciais. Se você quiser entender melhor como uma célula vira câncer, | Sintomas e tipos.

Os linfomas são os tumores sanguíneos mais comuns, sendo mais frequentes até que as leucemias, e estão entre os 10 cânceres mais comuns no mundo. Podem acometer desde crianças até idosos. No Brasil os casos mais famosos de linfoma são os da presidenta Dilma Rousseff, da autora de novelas Glória Perez e, recentemente, do ator Reynaldo Gianecchini.

O que causa o linfoma?

Não se sabe bem a sua causa, porém, algumas associações estão bem estabelecidas. Uma delas é com o vírus Epstein-Barr, causador da mononucleose . Infecção pelo HIV e a pela bactéria H.pylori, causadora de úlceras gástricas, também estão relacionadas a alguns tipos de linfomas (leia: Como e quando tratar o H.Pylori (Helicobacter pylori)).

Outros fatores de risco são história de linfoma na família, imunossupressão, como nos casos de transplante de órgãos, doenças autoimunes, exposição a radiação e a alguns tipos de herbicidas.

SINTOMAS DO LINFOMA

O linfoma costuma apresentar sintomas inespecíficos, como febre, suores noturnos, perda de peso, prurido (coceira) e astenia. Um achado mais específico é o aumento assintomático dos linfonodos (ínguas). Abro aqui um parêntese para explicar melhor.

Todo mundo que já teve uma infecção de garganta, uma afta, uma espinha maior no rosto ou mesmo um ferida no couro cabeludo, notou que podem surgir um ou mais linfonodos aumentados e dolorosos no pescoço. É a famosa íngua. Isto é chamado na linguagem médica de linfadenopatia reacional, que são linfonodos recebendo e combatendo as bactérias que estão presentes em uma região próxima. Assim que a infecção é controlada, em poucos dias, os linfonodos retornam ao normal.

No linfoma este aumento dos gânglios é indolor e persistente, por vezes progressivo, e não se identificam lesões ou infecções que possam justificar o seu aparecimento. Esse aumento não é reacional, e sim, pelo crescimento das células cancerígenas. É o tumor do linfoma.

Outro sinal de linfoma é o aparecimento de linfonodos em locais pouco comuns, como na região acima da clavícula ou nas axilas. Aumento de linfonodos associado a um baço aumentado de tamanho (normalmente perceptível ao exame físico) é muito sugestivo de linfoma. Dor abdominal também é um sintoma comum.

(http://www.mdsaude.com/2009/04/o-que-e-um-linfoma.html) #gotassalvadoras

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