segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Hemominas promove atenção multidisciplinar para tratamento da Doença Falciforme



Crédito: Wikimedia Commons / Reprodução.
Na Fundação Hemominas, o cuidado com a pessoa que possui doença falciforme estende-se às mães ou responsáveis, preocupados com dificuldades de aprendizagem e problemas de disciplina e que procuram o atendimento pedagógico para orientação. A primeira providência é saber se os pais já levaram informativos para a escola, orientando sobre as doenças e os cuidados que devem ser observados pelos profissionais de educação. Se não, o setor de pedagogia encaminha à direção da escola e aos professores cartas e a cartilha “Conhecer e compreender para educar”.
» Clique aqui e confira uma matéria completa no site da SES-MG sobre uma pesquisa para tratamento da Doença Falciforme.
Há escolas que solicitam orientação sobre a doença quanto aos pacientes do ambulatório. Cada doença tem uma carta específica (coagulopatias, hemoglobinopatias), de acordo com suas características. A doença falciforme e hemofilia têm cartas separadas para educação infantil e ensino regular, pois exigem cuidados diferenciados.
As pessoas que possuem a doença falciforme, por exemplo, devem evitar lugar abafado, muito frio, uma vez que a friagem pode provocar crises de dor que podem ocorrer em qualquer parte do corpo. Outros sintomas também devem ser observados: febre acima de 38 graus, palidez acentuada, vômito, desidratação. Falciformes precisam de mais hidratação e devem ser liberados para irem ao banheiro com maior frequência. A falta de água pode provocar crises de dor ou facilitar o aparecimento de outras complicações clínicas como o AVC.
Há outros tipos de intervenção como: solicitar o apoio do professor nas dificuldades das crianças, envolvendo até, se necessário, a Secretaria de Educação, o Conselho Tutelar e até instâncias superiores.  O setor orienta também quanto ao direito do paciente a transporte escolar e os procedimentos para consegui-lo; sobre mudança de escola para matricular o aluno numa unidade mais próxima de sua residência.

Entendendo a doença

Tudo começa com o teste do pezinho nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS). O sangue do bebê vai para o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad), responsável por executar o Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG). O exame mostra se o bebê possui alguma alteração que possa indicar o diagnóstico de uma doença de origem genética grave ou que se desenvolveu no período fetal (congênita). Uma das seis doenças triadas é a doença falciforme.
Se o exame der alterado, o Nupad aciona a família que agenda uma primeira consulta nas unidades da Hemominas. O teste do pezinho é oferecido gratuitamente à população dos 853 municípios de Minas, por meio do PTN-MG, sob a gestão da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Atualmente, são cerca de 5,5 milhões de recém-nascidos triados pelo PTN-MG, e mais de seis mil crianças/jovens em acompanhamento e tratamento para as doenças diagnosticadas (dados de setembro de 2016).
Uma das doenças genéticas e hereditárias mais comuns no Brasil, a doença falciforme afeta o formato das hemácias ou glóbulos vermelhos, que carregam a hemoglobina – pigmento responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões para o corpo. Quando isso acontece, a hemácia apresenta o aspecto de uma foice, daí o nome falciforme, dificultando a passagem do sangue pelos vasos e a oxigenação dos tecidos.
O tipo normal de hemoglobina é o AA. O tipo SS é o que indica a presença da doença falciforme, que segundo Paulo Rezende, provoca anemia, vaso-oclusão de pequenas veias e de artérias que podem ocorrer potencialmente em todas as partes do corpo. Quando a hemoglobina S se associa a outra hemoglobina variante, dá origem aos dois subtipos: hemoglobinopatia SC e hemoglobinopatia SD, que podem ou não apresentar manifestações clínicas. Segundo o médico, é um tratamento para a vida inteira. Uma forma de cura é o transplante de medula óssea, autorizado pelo Ministério da Saúde para formas mais graves, mas é um processo em andamento, necessita de regulamentação, implantação de fluxos etc.
Em parceria com o Nupad, a Hemominas faz treinamento a distância para os profissionais de saúde. Também pelo call center Cehmob-MG Atende (0800 722 6500), com ligação gratuita 24 horas – profissionais de saúde podem discutir casos e receber orientação clínica. O canal atende ainda educadores, pacientes e familiares para esclarecimento de dúvidas.
http://blog.saude.mg.gov.br/2016/12/26/hemominas-promove-atencao-multidisciplinar-para-tratamento-da-doenca-falciforme/
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