quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Vagas reservadas de estacionamento que não atendem a quem precisa

A luta pela conscientização sobre o uso correto das vagas reservadas já é mundialmente conhecida, sendo assunto de campanhas e até pegadinhas. Muito se fala em deixar essas vagas de estacionamento disponíveis para quem realmente necessita delas (cadeirantes, idosos, usuários de muletas e outros), porém, poucas pessoas se atentam que essas vagas precisam ter uma estrutura adequada para atender seus usuários.

Para ilustrar melhor o assunto, colhemos em Campo Grande (MS) alguns exemplos de vagas reservadas de estacionamento que não facilitam tanto assim a vida de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.




Esta vaga fica na Farmácia Pague Menos, localizada na Avenida Eduardo Elias Zahran 1613. Trata-se de uma vaga em 90º (perpendicular ao sentido da via), com acesso direto pela rua. 

Além de não haver sinalização vertical (placa), a sinalização horizontal (pintura no chão) está praticamente apagada. Porém, o que mais prejudica sua utilização é o espaço adicional de circulação (faixa amarela à direita) muito estreito, o qual deveria possuir no mínimo 1,20 m de largura e serve para facilitar o embarque e desembarque. Entretanto, há uma área ao lado do espaço adicional de circulação que pode "complementar" sua largura, mas se trata de um estacionamento para motos e geralmente está ocupado, principalmente em horários de pico.


Esta vaga em 45º fica na Rua da Paz, em frente à Escola Lúcia Martins Coelho. De acordo com a sinalização exigida pela norma técnica, a placa está parcialmente correta e a pintura do Símbolo Internacional de Acesso no chão está totalmente errada. A ausência do espaço adicional de circulação torna essa vaga inutilizável por pessoas com dificuldade de locomoção.


Esta outra vaga é semelhante à anterior e fica na mesma quadra, um pouco adiante, na frente do Fórum de Campo Grande. Sua sinalização está melhor que a da vaga anterior, mas o Símbolo Internacional de Acesso pintado no chão está invertido (voltado para a esquerda) e com a pintura desgastada. O problema dessa vaga também é a ausência do espaço adicional de circulação, porém a vaga fica ao lado de uma faixa de travessia de pedestres que leva a um rebaixamento de guia, ou seja, a faixa "quebra o galho" na hora de subir ou descer do veículo.


Esta vaga paralela à calçada também fica na frente do Fórum de Campo Grande, porém na Rua Barão do Rio Branco. 

Analisando a vaga, podemos dizer que ela atende aos quesitos da norma técnica, pois está na frente da entrada do estabelecimento, próxima a um rebaixamento de guia e bem sinalizada. No entanto, o que pouca gente sabe é que são previstas na norma técnica as chamadas "providências adicionais", as quais não são obrigatórias, mas tornam esse tipo de vaga muito mais acessível. São elas: a baia avançada no passeio e o rebaixamento total do passeio junto à vaga. Basicamente, essas estruturas tornam "possíveis" o embarque e desembarque de cadeirantes, por exemplo, com muito mais segurança e autonomia, pois colocam a área lateral da vaga no mesmo nível do veículo. Neste caso, como a vaga está do lado esquerdo da via, os maiores beneficiados seriam os motoristas com dificuldade de locomoção. No caso de passageiros com mobilidade reduzida, estes têm apenas a opção de embarcar ou desembarcar na faixa de circulação dos carros, o que é perigoso e causa transtornos ao trânsito.

Mais adiante na foto, podemos notar a presença de uma vaga reservada para idosos, à qual também pode se aplicar os comentários acima.


Duas vagas reservadas, uma para pessoas com deficiência e outra para idosos, localizadas na Rua Dom Aquino 2350, na frente da Defensoria Pública da União. Essas vagas também são paralelas à calçada e a elas se aplicam todos os comentários da foto anterior.


Essas duas vagas reservadas – uma para idosos e outra para pessoas com deficiência, respectivamente – estão localizadas na Rua 13 de Maio, entre as Ruas Marechal Rondon e Dom Aquino. A diferença para as vagas das duas fotos anteriores é que estas ficam do lado direito da via. Assim, os maiores beneficiados com uma baia avançada no passeio ou um rebaixamento total do passeio junto à vaga seriam os passageiros com dificuldade de locomoção.




Esta é a vaga reservada para idosos do estacionamento do Walmart, localizado na Avenida Mato Grosso 1959.

Quando falamos em vagas reservadas, a própria legislação faz "distinção" de vagas para idosos e vagas para pessoas com deficiência, e é por isso que vemos esses dois tipos de vagas pela cidade. 

O art. 41 do Estatuto do Idoso assegura a reserva de vagas de estacionamento para esse público, mas não determina como deve ser as dimensões dessas vagas. Assim, uma vaga comum pode facilmente ser transformada em uma vaga para idosos, contanto que seja em local apropriado e corretamente sinalizada.

Por outro lado, a norma técnica de acessibilidade (NBR 9050/2004), a qual tem efeito de lei federal, especifica critérios para edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos destinados ao uso de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, e os idosos se enquadram na "categoria" de pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, o Símbolo Internacional de Acesso (o da "cadeirinha") engloba todo esse público. 

Portanto, na minha opinião, além de não haver necessidade de diferenciação entre vagas acessíveis de estacionamento, é importante que as vagas para idosos tenham as mesmas dimensões das vagas para pessoas com deficiência, principalmente devido ao espaço adicional de circulação.


Leia também: Uma vaga reservada quase ideal


Frederico Rios

Fotos: Maria Alice Furrer (27/06/2015)



Família de Pablo luta para encontrar um doador

                                           (Foto: reprodução/Facebook)

Com apenas cinco anos de idade, Pablo Guilherme Aníbal Silva enfrenta a leucemia e precisa com urgência encontrar um doador de medula óssea compatível. Internado no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, a família de Pablo tem mobilizado uma campanha para tentar encontrar doadores.
O menino, que luta contra a doença desde os dois anos, mora no município de Marituba, região metropolitana de Belém. E após uma crise causada pela leucemia há seis meses, foi definida a urgência de um transplante para salvar a vida de Pablo.
Desde então, amigos e familiares tem buscado incansavelmente mobilizar a sociedade para a importância da doação de sangue.
Gleber Ferreira, pai de Pablo, acredita que a falta de conhecimento faz com que muita gente deixa de doar.
"Começamos a campanha, mas mesmo assim as doações ainda estão baixas. Existe muita falta de conhecimento por parte da população. Muitos pensam que doar medula é um processo complicado, mas basta doar 5ml de sangue, são apenas alguns minutos que podem fazer toda a diferença", explica Gleber.

ONDE E COMO DOAR

As doações para o menino Pablo Silva devem ser feitas no Hemopa, na Travessa Padre Eutíquio, bairro da Batista Campos. Os interessados devem informar o nome completo do garoto e o hospital onde está internado.
Para se tornar um doador de medula, o primeiro passo é realizar o cadastro no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). É necessário ter entre 18 e 54 anos e preencher um formulário no local.
"Todo aquele que se disponibilizar a doar, deve ter a plena a consciência de que está salvando vidas. Doação de medula não serve apenas para leucemia, mas para várias doenças. Peço a todos que puderem doar, que ajudem meu filho e outras pessoas que também estão precisando neste momento", finaliza Gleber.
(DOL)

Depoimento da doadora de medula óssea " Maria Helena Silva"



★DEPOIMENTO COMO DOADORA DE MEDULA ÓSSEA★ Maria Helena Silva <3

#GOTASSALVADORAS
#EUDOEIVIDAEMVIDA
#FAÇAOSEUCADASTRODEDOADORDEMEDULAÓSSEA
#VEMCOMAGENTESALVARVIDAS

Meu nome é Maria Helena .
Sou de Caxambu. Minas Gerais. 
Tudo começou na minha vida no ano de 2005. Quando na minha cidade houve uma grande campanha para cadastro de doadores de medula óssea. 
Eu já doava sangue antes. 
Essa campanha mexeu com meu coração. 
Muitos sabem que fiz doação, mas muitos não. 
Por isso decidi passar para vocês minha experiência. 
Eu gostaria de tirar o medo que muitos tem quando se diz em doar medula óssea. 
Foi com um ato solidário que entrei nessa luta. 
Não fui compatível com a pessoa na minha cidade, mas pedi muito à Deus para me usar. 
Passaram-se alguns anos e recebi uma ligação de uma assistente social do Redome. 
Me perguntando se eu ainda era voluntária a doação. 
Esta pessoa foi a responsável para entrar em contato comigo. 
Mais do que depressa respondi que sim. 
Daí me pediu para ir ao Hemocentro para a coleta de novas amostras de sangue para exames de probabilidade celular. 
Fui tomada por uma grande alegria. 
Pois ia poder salvar uma vida. .
Fiquei um bom tempo sem informações. 
Queria saber se ia doar ou não. 
Quando em outubro de 2013 recebi uma nova ligação de uma psicóloga do Redome. 
Me fez a mesma pergunta anterior. 
Se eu ainda era voluntária a doar medula óssea. 
Respondi que sim. 
Então ela me disse que eu era compatível com um receptor a 100%.
Me disse que eu não poderia conhecer o receptor. 
Nem liguei, pois queria doar. 
Quando em janeiro fui realizar novos exames de preparo psicológico e pré cirúrgico. 
Que pra minha alegria foram todos aprovados. 
Foi marcada para o dia 19 de fevereiro de 2014. 
Voltei para casa super feliz. 
Pois a hora estava chegando. 
No dia combinado, lá estava eu. Pronta para doar. 
Fui para o centro cirúrgico. 
E não demorou quase nada. 
Mais ou menos uma hora e meia. Fiquei em observação por um dia. 
E no dia seguinte me veio a informação que tudo tinha corrido super bem e que minha medula já tinha sido corrida no receptor e que ele passava bem. 
Que sensação de felicidade. 
Após o período de recuperação voltei pra casa. 
Voltei com um único pensamento. 
Uma pessoa que lutava pela vida ia poder viver porque eu tinha doado. 
Não senti medo em nenhum instante. 
A dor foi só um incômodo que passou em uma semana. 
Voltei as minhas atividades normais. 
Por isso eu posso dizer. 
Eu doei vida em vida. 
ISSO É TÃO LINDO.

Fonte: https://www.facebook.com/gotassalvadoras/photos/a.1418288241769283.1073741828.1418128181785289/1805697976361639/?type=3&theater

Conheça a história de Caio Szerszen, menino de 9 anos que ganhou nova vida em 2016

Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Depois de cinco anos em busca de diagnóstico, sete internações, uma cirurgia e intermináveis exames, os médicos bateram o martelo: o pequeno Caio Szerszen, 9 anos, tinha uma doença rara chamada Doença Granulomatosa Crônica - DGC. Caracteriza-se basicamente pela incompetência do organismo em combater infecções produzidas por fungos ou bactérias. O único tratamento era o transplante de medula óssea, para que corpo passasse a agir contra os microrganismos invasores. 
Durante muitos anos, para ter uma vida "quase normal", Caio precisou tomar várias medicações, algumas fortíssimas, usar bombinha de asma e fazer fisioterapia duas vezes por dia, além de pomadas para alergia e usar máscara. Mesmo com todos os cuidados ele teve que tirar um pulmão, que parou de funcionar depois de várias infecções. 
Em 2015, Caio entrou na fila de espera por um doador de medula óssea. Era uma corrida contra o tempo. Os pais fizeram todo tipo de campanha, incentivando as pessoas a serem doadoras de medula, já que a chance de achar alguém compatível fora da família é uma em 100 mil. Um doador foi encontrado na Europa e depois de exaustivas negociações com o plano de saúde, a cirurgia foi finalmente marcada.
O transplante foi realizado no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, dias 2 e 3 de março deste ano. Primeiro, Caio precisou fazer quimioterapia para zerar a imunidade, e depois receber a nova medula óssea. Depois disso, seriam mais 100 dias de hospitalização, até poder voltar para casa, em Florianópolis.  A medula ¿pegou¿ e o pior já passou, mas a adaptação do organismo leva tempo e exige bastante cuidado. Em agosto, um novo susto: um rim de Caio começou a apresentar problemas (ainda em consequência da doença) e ele deverá em breve passar por uma cirurgia para retirá-lo. A cada 15 dias Caio precisa passar por exames e consultas no hospital de Curitiba.  
O único sobrevivente
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Caio é filho da professora Márcia Szerszen, 40 anos, e do auxiliar administrativo Sandro Souza, 47 anos, e irmão da Sophia, de 13 anos. A família mora em Florianópolis e festeja este final de ano como nunca antes.
— Só temos o que comemorar, pois 2016 foi um ano maravilhoso porque conseguimos um doador, o transplante do Caio deu certo e trouxemos ele para casa — diz Márcia.
Quanto a 2017, o desejo de todos é o de que a cirurgia de fevereiro seja a última do garoto, para que ele comece a ter a vida normal de criança com que sonha há tantos anos.
— Desejo também que não percamos mais crianças para as doenças e que possamos conhecer o anjo doador que deu a oportunidade de Caio continuar entre nós — diz a mãe.
Quando o manezinho entrou na fila de transplante de medula óssea, só existiam 14 crianças no Brasil com o mesmo diagnóstico. Ele é o único sobrevivente entre as crianças que fizeram transplante em Curitiba em 2016.
http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2016/12/conheca-a-historia-de-caio-szerszen-menino-de-9-anos-que-ganhou-nova-vida-em-2016-8950899.html

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