segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Transplante de Medula Óssea - TMO


Você certamente já ouviu falar sobre este assunto. Hoje chamado por transplante de células-tronco hematopoéticas, é um procedimento utilizado para substituir a medula óssea do paciente que não está funcionando adequadamente porque foi acometida por doenças.
Para entender melhor: a medula óssea, conhecida como tutano, é um tecido líquido-gelatinoso localizado dentro dos ossos, responsável por fabricar todos os elementos do nosso sangue.
É ali que nascem as células-tronco hematopoéticas, que ao atingirem a maturidade, passam por processo de diferenciação, tornando-se glóbulos brancos (que combatem infecções), vermelhos (que carregam o oxigênio), e plaquetas (que ajudam na coagulação). Aí, sim, estarão preparadas para serem lançadas na corrente sanguínea.
O problema da maior parte das doenças do sangue é uma falha nesse mecanismo, quando essas células sofrem uma mutação (normalmente sem causa conhecida), perdem suas funções e começam a atrapalhar o sistema. Pois nesse momento, o transplante entra como uma opção para combater esse transtorno e repovoar a medula com células saudáveis.
Este é um dos procedimentos que possibilitam a cura para algumas doenças hematológicas malignas, benignas e também neoplasias não hematológicas e doenças autoimunes.  Para alguns casos, o transplante é indicado logo no início. Em outros, essa opção só será aplicada se os primeiros tratamentos não apresentarem resultado. O especialista é quem saberá quando indicá-lo.
As fontes de células-tronco para o transplante são: medula óssea, sangue periférico e cordão umbilical.
No Brasil, são 70 centros especializados no transplante de medula óssea e 18 para transplantes com doadores não-aparentados:
1 - Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais
2 - Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco
3 - Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná
4 - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ)
5 - INCA
6 - Hospital das Clínicas Porto Alegre
7 - Casa de Saúde Santa Marcelina
8 – Boldrini
9 – GRAAC
10 - Escola Paulista de Medicina
11 - Hospital São Paulo
12 - Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP)
13 - Hospital AC Camargo
14 - Fundação E. J. Zerbini
15 - Hospital de Clínicas da UNICAMP
16 - Hospital Amaral Carvalho
17 - Hospital Israelita Albert Einstein
18 - Hospital Sírio Libanês.
Importante! Se você é um candidato ao transplante, não hesite em tirar todas as suas dúvidas sobre o procedimento com seu médico. 


Abrale

Câncer Infantil

Não são apenas os adultos que recebem o diagnóstico do câncer, as crianças e adolescentes também podem ter de enfrentar a doença.
De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer pediátrico (de 0 a 18 anos de idade) representa 3% do total da doença em adultos. Já os cânceres do sangue, como a leucemia e o linfoma, estão no topo da lista dos mais recorrentes. Veja:
· Leucemias (33%)
· Tumores do sistema nervoso central (20%)
· Linfomas (15%)
· Neuroblastoma (8%)
· Tumor de Wilms, dos rins (6%)
· Tumores de partes moles (6%)
· Tumores ósseos (5%)
· Retinoblastoma, nos olhos (3%)
Na criança e adolescente, o câncer costuma dar sinais e se desenvolver rapidamente, por isso é muito importante sempre ficar atento a qualquer alteração tanto física, quanto de comportamento. O diagnóstico precoce da doença faz toda a diferença.
Mas se comparado ao adulto, os resultados são muito mais animadores! Com os avanços da medicina, as chances de cura hoje podem chegar até a 70%, considerando todos os tipos.
Se seu filho foi diagnosticado com qualquer tipo de câncer, não se apavore. Saiba que existem tratamentos importantes, que podem oferecer qualidade de vida e ótimos resultados.
É claro que ninguém está preparado para uma notícia como essas, mas compreender a doença, o tipo de câncer, o estadiamento (o quanto o câncer se espalhou pelo corpo), o prognóstico, além de acompanhar a evolução e os resultados é fundamental para que você tenha confiança e, assim, ajude no que for preciso. Tenha em mente que a criança / adolescente dependerão da sua segurança para se sentir igualmente seguros e enfrentar o que vem pela frente.
Por isso, tire todas as dúvidas com o médico responsável, sobre os exames que serão realizados, os tratamentos disponíveis, e procure ser sempre sincero com a criança ou adolescente, pois o paciente precisa confiar em você! 
Nesta página, você encontrará as informações completas sobre os principais tipos de câncer do sangue na infância, sinais, diagnóstico e tratamento.



O que é Câncer?


Nosso organismo é formado por uma enorme quantidade de células com funções diferentes e que trabalham de forma organizada.
Em um corpo saudável, elas crescem, se dividem, morrem e são substituídas de maneira controlada, em um processo natural chamado divisão celular.
Mas quando essas mesmas células sofrem algum tipo de alteração no DNA e passam a se dividir e se reproduzir de forma descontrolada é que surgem os problemas. 


Esse crescimento desenfreado resulta em um agrupamento de células, que pode causar a origem de uma massa, conhecida popularmente como tumor.
Mas vamos com calma! Nem todo tumor é considerado câncer. O chamado tumor benigno se forma a partir de células muito semelhantes às normais, que não se multiplicam tão rapidamente e não são capazes de migrar para outros tecidos. Neste caso, na maior parte das vezes, em uma cirurgia o tumor é removido e o paciente já pode se considerar curado.
O diagnóstico do câncer (também conhecido por neoplasia) só acontece quando as células alteradas crescem de maneira desenfreada, tornando-se malignas. Elas podem se soltar dos tecidos e até migrar para outras partes do corpo, por meio da circulação sanguínea ou do sistema linfático (uma rede de vasinhos que se distribuem pelo corpo). Quando a doença atinge diferentes órgãos, chamamos de metástase.
O câncer pode ser sólido (quando há existência de um tumor maligno) ou hematológico (no sangue). Os cânceres hematológicos mais comuns são as leucemias, os linfomas, o mieloma múltiplo, a síndrome mielodisplásica e as síndromes mieloproliferativas. Os cânceres sólidos mais comuns são os de próstata, mama, colo de útero, pulmão, intestino, estômago, pele entre outros.
É importante frisar que, se descoberto no início, tanto os cânceres sólidos, quanto os do sangue, podem ser tratados e não gerar metástases, aumentando, e muito, as chances de cura! São diversas as opções de tratamentos, que podem trazer uma vida normal e com qualidade ao paciente.
Por isso, se você notou algo diferente em seu corpo, procure um médico (o especialista em câncer do sangue é o onco-hematologista). Agora, se você já tem em mãos o diagnóstico da doença, conte com a Abrale. Estamos aqui para te ajudar no que for necessário.

Fonte: Abrale 

Leucemia Mielóide Crônica - LMC


Consultoria – Dr. Guilherme Perini
A leucemia mieloide crônica (LMC) é um tipo de câncer não hereditário que se desenvolve na medula óssea e, na maior parte dos casos, ocorre em adultos na faixa etária dos 50 anos (apenas 4% dos pacientes são crianças).
Ainda não se sabe ao certo o motivo para o seu surgimento, mas os médicos afirmam que é uma doença adquirida, que não está presente no momento do nosso nascimento, e não é hereditária.
A LMC se distingue dos outros tipos de leucemia pela presença de uma anormalidade genética nos glóbulos brancos, denominada cromossomo Philadelphia (Ph+). Os cromossomos das células humanas compreendem 22 pares (numerados de 1 a 22 e dois cromossomos sexuais), num total de 46 cromossomos. Nos pacientes com a doença, estudos mostraram que existe uma translocação (fusão de uma parte de um cromossomo em outro cromossomo) em dois cromossomos, os de número 9 e 22, caracterizando assim a leucemia mieloide crônica.
Hoje, mais de 70% dos pacientes conquistam a remissão completa da doença (quando nos exames não consta mais nenhum sinal da doença). 


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