quarta-feira, 1 de março de 2017

Como conseguir uma cadeira de rodas pelo SUS






Sabemos que o Sistema Único de Saúde possui muitas falhas, mas também devemos reconhecer os seus méritos.
Para quem tem EM, além dos medicamentos de alto custo já disponíveis, também podemos conseguir órteses, próteses e cadeiras de rodas (manual, motorizada e de banho) pelo SUS, como qualquer cidadão brasileiro que precisa de algum desses instrumentos para auxiliar sua mobilidade e autonomia. 
Se você precisa de uma cadeira de rodas precisará passar pelo seguinte caminho:
1. Consulta com médico da rede pública (posto de saúde mais próximo da sua casa) que faça a solicitação para a cadeira de rodas.
2. Em alguns municípios brasileiros o pedido é feito no próprio posto de saúde, em outros, há um posto de saúde determinado para realizar o pedido. Apresente o pedido médico e cópia de seus documentos pessoais, incluindo o cartão do SUS.
3. Seu pedido será encaminhado e você deverá aguardar o contato do posto de saúde ou centro de reabilitação responsável pelo seu pedido. Nas cidades em que a cadeira é dispensada por um centro de reabilitação, você poderá fazer a reabilitação e acompanhamento para o uso da cadeira.
Lembramos que ter EM não quer dizer que um dia você precisará de uma cadeira de rodas. Muitas pessoas vivem com a EM uma vida toda sem precisar. Mas se você precisa de uma, não hesite em pedir a sua. Afinal, a cadeira de rodas não é uma prisão e sim um instrumento para que você possa continuar tendo uma vida social, sair de casa e ter qualidade de vida.

Jovem de 22 anos com leucemia espera segundo transplante de medula óssea

Diagnosticada com leucemia mieloide aguda M4, chegou a fazer um transplante em 2016, mas a doença voltou no início deste ano

 


Para Natália Freire Vieira de Oliveira, a palavra vida é sinônimo de luta. Se há um ditado que diz que a fé move montanhas, é com essa força que a jovem de 22 anos passou os últimos 11 meses lutando contra uma grave enfermidade. Diagnosticada com leucemia mieloide aguda M4, chegou a fazer um transplante em 2016, mas a doença voltou no início deste ano. Hoje, Natália busca enfrentar o novo desafio com a cabeça erguida e, ainda, enfatiza a importância da doação de médula óssea para ajudar todas as pessoas que passam pela mesma situação.


Tudo começou em fevereiro de 2016, com a descoberta da doença. Os sintomas eram parecidos com os de uma virose: tonturas, calafrios e palidez. O diagnóstico foi um susto. Os médicos indicaram a quimioterapia, e o tratamento começou duas semanas depois. Depois de uma bateria de exames, os médicos descobriram que a irmã mais velha tinha 100% de compatibilidade de médula óssea e que seria possível fazer o transplante. Para a cirurgia, muitas transfusões de plaquetas e de sangue precisaram ser feitas para que o corpo dela fosse preparado para a cirurgia complexa.

Em julho do mesmo ano, o procedimento foi realizado com sucesso, e, após 44 dias internada no hospital, Natália pôde retornar para casa e tentar voltar a ter uma rotina como qualquer outra pessoa. Tempos depois, voltava a estudar para concurso, saía de casa eventualmente e recomeçava a fazer planos.  Mas em 18 de janeiro deste ano, a história ganhou um novo capítulo. E, desta vez, nada positivo.

Em uma consulta de rotina, todos os exames de Natália estavam com os resultados alterados. Após uma nova análise, os médicos constataram que a doença havia voltado. Agora, a jovem terá de se submeter a um novo ciclo de quimioterapia e precisará de um novo transplante de medula óssea. “Eu ainda me questionei se queria passar por tudo isso novamente. É tão difícil. A mente da gente pode até aguentar, mas o corpo, às vezes, não suporta. Aí, depois, eu parei para pensar: pela minha família, por Deus, eu vou lutar, eu vou tentar.” A jovem conta que é por causa da fé e do apoio da família, do marido e dos amigos que tem enfrentado tudo isso com perseverança. “Pode parecer clichê, mas é exatamente isso que dá força para a gente conseguir.”

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/01/27/interna_cidadesdf,568579/jovem-de-22-anos-com-leucemia-espera-segundo-transplante-de-medula-oss.shtml



SOCIAL MEDIA

MARCADORES